EXTRA VIRGEM   EXTRA SAUDÁVEL

Caixa de texto: voltar

Quem sofre de enxaqueca deve ficar longe de gorduras em geral. Certo? Em parte: deve ficar longe de algumas gorduras sim, deve ficar longe de frituras sim, mas deve, sem dúvida, consumir outras. Por incrível que pareça, a gordura é muito importante para o funcionamento do organismo.

Sempre aconselho meus pacientes a consumirem o azeite de oliva extra virgem, em lugar de outros óleos vegetais, manteiga ou margarina.

O azeite extra virgem tem propriedades antinflamatórias, mas por favor, não abuse da quantidade, nem submeta a temperaturas muito altas, como é o caso das frituras. Utilize-o no lugar do óleo comum, para assar, cozinhar e refogar. Possui aroma delicioso de oliva. Procure desenvolver seu paladar com o objetivo de apreciá-lo. Hoje em dia, existem muitas marcas disponíveis no mercado.

O problema dos outros óleos vegetais comuns é a maneira com que são obtidos. Para extrair o óleo de uma azeitona (oliva), basta espremê-la com as próprias mãos. Faça isso agora mesmo, e veja como suas mãos ficam impregnadas do óleo. O termo extra virgem se dá ao óleo que foi obtido através de uma pressão muito suave, a frio. Após a obtenção deste líquido nobre, impõe-se às azeitonas uma segunda prensa, bem mais forte, mediante temperaturas mais elevadas, a fim de extrair todo o óleo possível. Esse óleo já não é mais extra virgem.

Óleos são líquidos muito especiais e delicados. Nosso organismo, nossas células, são lubrificadas com óleos provenientes da nossa alimentação, e seu excelente funcionamento depende da qualidade desses óleos. Ao submeter um determinado óleo a uma pressão e/ou temperatura muito alta, este líquido sofre alterações químicas que resultam na perda das propriedades e poderes benéficos. Pior: ao se incorporarem nas paredes das nossas células, esses óleos alterados resultarão em células alteradas. E hormônios idem, pois os óleos também entram na sua composição.

Com células e hormônios alterados, o mínimo que você pode esperar é uma dor de cabeça!

Agora que você viu como é fácil extrair óleo de uma oliva, tente fazer o mesmo com um milho ou uma soja. Aperte bastante, com toda força, e veja se sai algum óleo! Não sai! Para extraí-lo, é preciso submeter o produto a uma temperatura e pressão muito altas. O resultado são óleos quimicamente alterados, os assim chamados óleos vegetais comuns, que você incorpora dia após dia no seu organismo, conforme utiliza. Esses óleos passam por processos de remoção de clorofila, cálcio, carboidratos complexos, magnésio, além de processos de remoção de ácidos graxos livres, branqueamento (remoção do beta-caroteno e da clorofila), remoção dos odores (perde-se a vitamina E e adicionam-se agentes sintéticos).

A margarina e as gorduras vegetais hidrogenadas também são óleos vegetais alterados. Passam por um processo denominado hidrogenação, no qual um óleo vegetal, líquido, se transforma numa massa sólida ou semisólida, totalmente antinatural. Fuja dessas substâncias e ganhará saúde.

Os azeites de oliva extra virgens bons são importados de países mediterrâneos (Grécia, Itália, Espanha, França etc). São bem mais caros que o óleo de cozinha comum. Mas este faz mal, e aquele faz bem. Se você ainda acha o azeite de oliva extra virgem caro, saiba que remédios e doenças são mais caros ainda. E lembre-se: A primeira coisa que eu falei foi: use-o, sempre, em pequenas quantidades. Cozinhe com o melhor óleo, mas com pouco óleo.

Guarde seu azeite em lugar fresco (geladeira) e ao abrigo da luz (envolto em papel de alumínio), caso contrário ele vai oxidando, perdendo a propiedade medicinal, antinflamatória, e adquirindo uma ação pró-inflamatória, igual à dos óleos “proibidos” da dieta. Um óleo oxidado vai adquirindo um cheiro característico (rançoso), e cria reações de oxidação no organismo. Pense numa maçã que foi cortada e deixada exposta ao ar por vários minutos. A coloração amarronzada que ela adquire é proveniente da reação de oxidação que ela sofreu. Esse tipo de reação, no ser humano, é um dos desencadeantes e mantenedores de doenças crônicas e do envelhecimento.

Quanto mais novo o azeite, melhor, pois sofreu menos tempo de exposição à luz e ao calor, portanto menos oxidação. Observe atentamente os rótulos, e compre azeites com data de fabricação o quanto mais recente, e prazo de validade o quanto mais distante. Não consuma óleo de canola regularmente, pois ele pode conter substâncias que neutralizam os benefícios.

A minha questao permanece. O ponto de fumo (temperatura onde o oleo "queima") dos dois nao e muito distante. O azeite extra-virgem, o menos refinado e o mais saudavel tem um ponto de fumo de 320F e ponto de fumo do oleo de coco e 350F. A temperatura de ambos e muito proxima para que um seja tao mais saudavel que o outro... Essa informacao, sobre o ponto de fumo, encontrei em praticamente todos os sites a mesma informacao (a unica diferenca e que alguns dao um ponto de fumo mais elevado para o azeite).


http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=6954501&tid=2500094954707313690