18/3/2008   -  19:32:00

Óleo de coco aumenta defesas do organismo sem prejuízo ao intestino

 

Rio - Semelhante aos benefícios imunológicos provenientes do leite humano, de fácil digestão, rápida geração de energia e efeito benéfico sobre o sistema imunológico. É assim que o óleo de coco extra virgem foi classificado por estudos e publicações científicas, que apontam o seu ingresso na família dos alimentos funcionais, com ação benéfica por se transformar no organismo humano em monolaurina, um composto de ação antibacteriana, antiviral e antiprotozoária.

"O ácido láurico, uma das substâncias do  óleo de coco extra virgem, que possui efeito de reduzir a capa lipídica de vários microorganismos, entre eles a cândida albicans; citomegalovirus; clamídia; estreptococos (dos grupos A, F e G) giárdia; helicobacter pylori; herpes, influenzae, entre outros", informa o especialista em Saúde Pública e Membro da Associação Brasileira de Nutrologia, o médico Marcio Bontempo.

 
As referências dos estudos brasileiros, baseados em publicações no Life Sciences Research Office da Federação das Sociedades de Biologia Experimental dos EUA/Food and Drug Administration – FDA, demonstram que uma dieta rica em óleo de coco extra virgem não aumenta o colesterol ou o risco de se desenvolver doenças coronarianas, visto que esse tipo de óleo possui propriedade de aumentar a fração HDL do bom colesterol.

O uso do óleo de coco extra virgem não afeta as bactérias benéficas da flora intestinal, o que o torna também eficaz para a normalização do funcionamento gastrointestinal. “Quando usado como suplemento diário é possível obter um efeito lipotrófico e lipolítico (queima gorduras) em função da presença do ácido láurico e pela própria estrutura molecular do óleo de coco extra virgem”, finaliza Marcio Bontempo. O óleo de coco extra vigem tem ação antioxidante por se tratar de um óleo rico em ácidos graxos saturados, de fácil metabolização e baixa capacidade de oxidação, tanto no organismo como no ambiente.

       
De vilão a herói

 

Na década de 50 o óleo de coco hidrogenado, extraído com altas temperaturas, foi condenado por se tratar de uma gordura saturada, capaz de promover elevação do colesterol, bloqueio das artérias e promover doenças cardiovasculares. Mas as pesquisas avançaram e hoje, a partir de um maior conhecimento da bioquímica dos alimentos, o óleo de coco extra virgem, por extração a frio, revelou ser rico em ácidos graxos saturados, porém de cadeia média e curta, o que não produzem efeito cumulativo de gorduras, capazes de reduzir o excesso de colesterol. Uma ótima dica para quem quer cuidar da saúde de forma natural.

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Dr. Marcio Bontempo